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OS BILHÕES, AS NOVIDADES E TUDO O QUE VIMOS NA MAIOR FEIRA DE ENERGIA DO BRASIL
Episódio 162

OS BILHÕES, AS NOVIDADES E TUDO O QUE VIMOS NA MAIOR FEIRA DE ENERGIA DO BRASIL

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Sobre este episódio

ROG.e 2026: os bilhões, as tecnologias e o futuro do offshore que vimos na maior feira de energia do Brasil

A ROG.e 2026 terminou deixando uma mensagem muito clara para quem trabalha, investe ou pretende entrar na indústria de energia: o mercado brasileiro está diante de um novo ciclo de oportunidades, investimentos, tecnologia e geração de negócios.

Realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro, entre os dias 21 e 24 de setembro, a feira recebeu 83 mil visitantes, mais de 670 expositores e representantes de 77 países. Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a realização do evento movimentou aproximadamente R$ 593 milhões na economia fluminense e mobilizou 13.881 empregos diretos em sua operação.

O Mundo Offshore esteve dentro dessa história.

Foram quatro dias percorrendo pavilhões, entrevistando empresas, conhecendo tecnologias, conversando com profissionais e observando de perto o que pode estar chegando à indústria brasileira nos próximos anos.

E o tamanho do que vimos impressiona.

Uma verdadeira cidade da energia

Caminhar pela ROG.e ajuda a compreender algo que números isolados dificilmente conseguem demonstrar.

Estamos falando de uma cadeia gigantesca.

Petróleo e gás, engenharia, indústria naval, subsea, instrumentação, automação, manutenção, logística, segurança, treinamento, hotelaria offshore, fabricação de equipamentos, tecnologia e dezenas de outros segmentos estavam reunidos no mesmo lugar.

Durante a cobertura do Mundo Offshore, atravessar os diferentes pavilhões podia consumir dezenas de minutos.

E em praticamente todos eles havia algo novo para conhecer.

Empresas brasileiras dividiram espaço com companhias e profissionais de diferentes partes do mundo. Havia uma forte presença internacional e uma quantidade impressionante de soluções tecnológicas.

Segundo o IBP, 44% dos visitantes vieram de fora do Estado do Rio de Janeiro, enquanto a participação internacional cresceu 29% em comparação com a edição anterior.

O mundo da energia estava reunido no Rio de Janeiro.

Bilhões representados em um único ambiente

Durante nossa cobertura fizemos um exercício para tentar dimensionar economicamente algumas das gigantes presentes na feira.

Somando apenas algumas das maiores companhias participantes, chegamos a valores empresariais na casa de centenas de bilhões de dólares.

Isso não significa, evidentemente, que esse dinheiro tenha sido movimentado durante os quatro dias da ROG.e.

Mas ajuda a entender o tamanho das empresas e dos tomadores de decisão que estavam reunidos naquele espaço.

Ali estavam companhias responsáveis por projetos bilionários, construção e operação de FPSOs, sistemas submarinos, embarcações, equipamentos industriais, tecnologia e algumas das maiores operações energéticas do planeta.

Uma conversa iniciada em um corredor pode parecer pequena.

Meses depois, ela pode se transformar em um contrato milionário.

O Brasil se prepara para uma nova onda offshore

Uma das maiores percepções deixadas pela ROG.e foi o otimismo em relação aos próximos anos da indústria brasileira.

Novas unidades de produção, projetos de gás natural, investimentos em infraestrutura e expansão da indústria marítima significam oportunidades muito além das empresas responsáveis diretamente pela produção.

Um FPSO não representa apenas petróleo.

Representa manutenção, instrumentação, automação, elétrica, mecânica, hotelaria, alimentação, logística, aviação, embarcações de apoio, segurança, inspeção, engenharia, construção, treinamento e uma enorme cadeia de fornecedores.

Quando um grande projeto offshore começa a operar, seu impacto econômico atravessa diversos setores.

Sergipe mostra a dimensão dessa transformação

Um dos grandes exemplos desse novo momento está em Sergipe.

O desenvolvimento de Sergipe Águas Profundas prevê grandes unidades de produção offshore e uma enorme infraestrutura associada.

No SEAP II está previsto um FPSO com capacidade para produzir até 120 mil barris de petróleo por dia e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

Os projetos de Sergipe Águas Profundas poderão disponibilizar ao mercado até 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

As operações ocorrerão em águas ultraprofundas e o primeiro óleo está previsto para 2030.

Um projeto dessa dimensão não movimenta apenas uma plataforma.

Movimenta cidades, fornecedores, empresas de logística, hotéis, portos, aeroportos, centros de treinamento e milhares de trabalhadores.

Espírito Santo também quer ocupar esse espaço

A ROG.e também mostrou a força das empresas capixabas.

O Espírito Santo possui posição logística estratégica, indústria de petróleo e gás consolidada, portos, mineração, metalmecânica, engenharia e uma cadeia de fornecedores que já atende operações dentro e fora do estado.

Empresas capixabas estiveram presentes mostrando tecnologia, capacidade técnica e soluções para a indústria.

E existe um enorme potencial para ampliar essa participação.

São Mateus e o Norte do Espírito Santo, por exemplo, possuem uma história profundamente conectada ao petróleo brasileiro e poderão ocupar posição ainda mais importante nesse novo ciclo de desenvolvimento.

Tecnologia para evitar paradas de produção

Entre as tecnologias que chamaram a atenção do Mundo Offshore durante a feira estavam soluções apresentadas pela 6XPHERE, representante no Brasil de tecnologias da 3X Engineering.

A empresa trabalha com soluções de reparo utilizando materiais compósitos aplicados a tubulações e equipamentos industriais.

Para uma indústria de processo contínuo, isso é extremamente relevante.

Uma parada não programada pode representar enormes perdas financeiras.

Tecnologias capazes de executar determinados reparos reduzindo ou eliminando a necessidade de interromper uma operação podem transformar completamente a maneira como determinados problemas de manutenção são enfrentados.

É nesse momento que inovação deixa de ser apenas discurso.

Ela passa a representar produtividade.

Engenharia também é conhecimento

Outro encontro marcante aconteceu com a FAC Engenharia, empresa capixaba que atua com diferentes soluções industriais.

Durante a feira, o estande se transformou também em um espaço de troca de conhecimento.

Profissionais chegavam com dúvidas técnicas, conversavam sobre aplicações e discutiam soluções de engenharia.

Isso resume muito bem uma das características mais importantes de eventos como a ROG.e.

As grandes feiras industriais não são apenas vitrines de produtos.

São enormes ambientes de conhecimento.

Segurança continua sendo um dos pilares do offshore

A cobertura realizada com a FCO Offshore também trouxe uma discussão fundamental: treinamento e segurança.

Em uma indústria que trabalha com ambientes complexos e operações de alto risco, treinamento não pode ser tratado apenas como obrigação documental.

Procedimentos e padrões atuais foram construídos também a partir das lições deixadas por grandes acidentes da história offshore.

Um dos exemplos mais conhecidos é Piper Alpha, tragédia ocorrida no Mar do Norte em 1988 e que se tornou uma referência mundial quando se discute segurança offshore.

Segurança existe por um motivo muito simples:

fazer as pessoas voltarem para casa.

Uma cadeia gigantesca de fornecedores

A ROG.e também permitiu ao Mundo Offshore acompanhar empresas de diferentes partes da cadeia industrial.

Passamos por organizações como DOF, SBM Offshore, Metroval, Ideal Work, além de companhias de engenharia, manutenção, instrumentação, treinamento, indústria marítima e tecnologia.

A Ideal Work, responsável também por uniformes utilizados pela equipe do Mundo Offshore, recebeu durante a feira reconhecimento na 9ª edição do Prêmio Melhores Fornecedores Petrobras.

Esses exemplos ajudam a mostrar algo importante.

Quando falamos em offshore, muitas pessoas imaginam apenas plataformas, navios e helicópteros.

Mas existe uma gigantesca cadeia trabalhando por trás de cada operação.

Networking pode virar negócio

Outra grande lição da ROG.e está nas relações construídas durante o evento.

Networking não significa apenas distribuir cartões.

Significa conectar pessoas capazes de resolver problemas umas das outras.

Uma empresa pode conhecer um fornecedor que ainda não precisa hoje, mas precisará amanhã.

Um profissional pode conhecer alguém que posteriormente abrirá uma oportunidade.

Duas empresas podem descobrir que possuem competências complementares.

Durante a feira, o próprio Mundo Offshore acabou funcionando como um ponto de conexão entre empresas e profissionais.

Algumas apresentações aconteceram simplesmente porque percebemos que duas empresas deveriam conversar.

É assim que negócios começam.

A corrida por profissionais qualificados

Existe, entretanto, um desafio enorme pela frente.

Não basta existir investimento.

Será necessário encontrar profissionais preparados.

Projetos offshore exigem pessoas de manutenção, operação, elétrica, instrumentação, mecânica, segurança, engenharia, logística, hotelaria, saúde, suprimentos e dezenas de outras especialidades.

Algumas dessas funções exigem anos de experiência.

E isso significa que a preparação precisa começar antes de os grandes projetos entrarem em operação.

Mas existe um alerta importante.

O crescimento do mercado não significa que qualquer curso garantirá emprego.

Qualificação precisa ter direção.

Antes de investir dinheiro, o profissional precisa entender onde sua experiência pode ser aproveitada, quais empresas contratam aquele perfil e quais certificações são realmente exigidas.

Inglês está cada vez mais importante

A internacionalização observada na ROG.e deixou outra mensagem.

Em praticamente todos os pavilhões havia profissionais estrangeiros.

Inglês, italiano e outros idiomas eram ouvidos constantemente pelos corredores.

Em muitas carreiras da indústria de petróleo, gás e marítima, o inglês já deixou de ser simplesmente um diferencial.

Manuais, treinamentos, reuniões, fabricantes, normas, fornecedores e equipes internacionais fazem parte da realidade do setor.

Quanto mais internacionalizada estiver a indústria brasileira, maior será essa necessidade.

O Mundo Offshore também mudou depois da ROG.e

Para nossa equipe, a ROG.e 2026 também representou um divisor de águas.

Chegamos ao Riocentro com uma operação estruturada de produção de conteúdo, entrevistas, cobertura, relacionamento comercial e geração de conexões.

E encontramos algo que nenhum número consegue explicar completamente.

Encontramos pessoas.

Profissionais que acompanham o Mundo Offshore há anos.

Pessoas que disseram ter começado a estudar depois de assistir aos nossos conteúdos.

Trabalhadores que decidiram tentar uma nova carreira.

Empresários que passaram a enxergar oportunidades diferentes.

E pessoas que simplesmente chegaram para agradecer.

Talvez esse seja o maior resultado que um veículo de comunicação possa alcançar.

Informação pode mudar uma decisão.

Uma decisão pode mudar uma carreira.

E uma carreira pode mudar uma família inteira.

O futuro do offshore brasileiro já começou

Depois de quatro dias percorrendo a ROG.e 2026, uma conclusão ficou muito clara.

O Brasil está diante de uma transformação importante em sua indústria de energia.

Existem novos projetos.

Existem investimentos.

Existem empresas crescendo.

Existem tecnologias chegando.

Existem oportunidades surgindo.

Mas também existe uma corrida.

Empresas precisarão se preparar.

Fornecedores precisarão aumentar sua competitividade.

Profissionais precisarão buscar qualificação.

Cidades precisarão desenvolver infraestrutura.

E quem começar a observar esse movimento somente quando os grandes projetos entrarem em operação poderá descobrir que chegou tarde.

Os bilhões investidos na indústria offshore não ficam apenas dentro das plataformas.

Eles atravessam estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, oficinas, hotéis, universidades, centros de treinamento, restaurantes e milhares de empresas.

No final dessa enorme cadeia estão as pessoas.

A ROG.e 2026 mostrou o tamanho do que está acontecendo.

E o Mundo Offshore continuará acompanhando essa transformação.

Porque o futuro do offshore brasileiro não está chegando. Ele já começou.


EP 162: OS BILHÕES, AS NOVIDADES E TUDO O QUE VIMOS NA MAIOR FEIRA DE ENERGIA DO BRASIL — Mundo Offshore